Belém começa a receber jardins de chuva para reduzir alagamentos; veja locais

  • 20/02/2026
(Foto: Reprodução)
Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Prefeitura de Belém iniciou a implantação de jardins de chuva em diferentes áreas da cidade como alternativa para reduzir alagamentos. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e faz parte de um conjunto de medidas conhecidas como soluções baseadas na natureza. Os jardins seguem o conceito de “cidade-esponja”, que propõe transformar espaços urbanos em áreas capazes de absorver e reter a água da chuva, em vez de deixá-la escoar rapidamente pelas ruas. As fortes chuvas atingem a capital principalmente durante o período de inverno amazônico, que vai de dezembro a abril, e provoca alagamentos em diversas áreas da cidade, gerando transtornos no trânsito e deixando moradores em situação de risco. Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Como funcionam Prefeitura implanta jardins de chuva contra alagamentos em Belém Paula Lourinho Os jardins de chuva são instalados em locais antes impermeáveis, como trechos de calçadas e vias. A água da chuva é direcionada para esses espaços, onde infiltra lentamente no solo. Com isso, diminui o volume que corre pelas ruas, principal causa de pontos de alagamento, e parte das impurezas é filtrada antes de a água chegar aos canais urbanos. Onde estão sendo implementados: Rua dos Mundurucus com a travessa Quintino Bocaiúva Avenida Marechal Hermes, ao lado do Porto Futuro Travessa Rui Barbosa com a avenida Gentil Bittencourt, ao lado do Centur Travessa Quintino Bocaiúva com a avenida Conselheiro Furtado Segundo Bárbara Paiva, doutoranda em resiliência climática e assessora técnica da Semma, “essas soluções transformam a cidade em uma espécie de ‘esponja’. A água deixa de ser apenas um problema e passa a ser gerida de forma que protege o solo, reduz enchentes e ainda melhora a qualidade de vida e o conforto térmico da população”. Além dos jardins de chuva, o projeto inclui: Canteiros pluviais e biovaletas, que ajudam a direcionar e filtrar a água Bacias de retenção, que armazenam temporariamente grandes volumes durante chuvas intensas Bacias e poços de infiltração, que devolvem a água ao solo e ajudam a manter a umidade da terra As intervenções utilizam camadas de solo drenante, proteção com pedras nos pontos de entrada e saída da água e cobertura vegetal. Quando necessário, são conectadas à rede de drenagem já existente. Entre os impactos esperados e principais efeitos previstos pela prefeitura estão: Redução de alagamentos e enchentes em áreas críticas da cidade. Melhoria da qualidade da água nos canais urbanos. Criação de novos espaços verdes e promoção do conforto térmico. Aumento da biodiversidade, com plantio de espécies nativas adaptadas a períodos de seca e alagamento, como helicônia, cana-da-índia, tajá, inhame, petúnias selvagens e grama-amendoim. Educação ambiental e participação comunitária, envolvendo moradores na manutenção e valorização dos espaços. A proposta também envolve moradores na conservação dos espaços e pode ser expandida para outros bairros. Prefeitura implanta jardins de chuva contra alagamentos em Belém Paula Lourinho O que é “cidade-esponja”? O conceito foi desenvolvido pelo arquiteto chinês Kongjian Yu e já é aplicado em diversas cidades pelo mundo. A ideia combina áreas verdes, pisos permeáveis e espaços públicos capazes de armazenar água temporariamente durante temporais, reduzindo os impactos das chuvas intensas. Em Belém, a expectativa é que as estruturas ajudem a cidade a se adaptar melhor às mudanças climáticas, sem substituir as obras tradicionais de macrodrenagem e saneamento. Vídeos com as principais notícias do Pará

FONTE: https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2026/02/20/belem-comeca-a-receber-jardins-de-chuva-para-reduzir-alagamentos.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Anunciantes