Fim de semana: Festival Mvúka Tapajós celebra a cultura afroamazônida em Santarém

  • 26/03/2026
(Foto: Reprodução)
Oficina de carimbó é uma das atividades da primeira edição do Festival Mvúk Tapajós Divulgação Santarém, no oeste do Pará, recebe a primeira edição do Festival Mvúka Tapajós no sábado (28) e domingo (29), celebrando a cultura afro-brasileira e afroamazônida por meio do encontro entre arte, memória e território. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Com uma programação que reúne ações formativas e apresentações culturais, o evento — aprovado pela Lei Aldir Blanc, na categoria de festivais — nasce como um espaço de fortalecimento de identidades, valorização de saberes tradicionais e promoção do pertencimento coletivo. Durante os dois dias, o público terá acesso a oficinas, apresentações musicais e uma feira criativa e gastronômica, valorizando iniciativas empreendedoras vinculadas à cultura e aos saberes tradicionais. O nome “Mvúka”, de origem bantu, da língua kikongo, remete à ideia de aglomeração em contextos de celebração, festa e encontro coletivo. No Brasil, o termo foi incorporado como “muvuca”, muitas vezes associado de forma pejorativa. O festival propõe ressignificar essa palavra, reafirmando os ajuntamentos negros como espaços legítimos de produção cultural, sociabilidade e resistência. “No contexto da amazônia, a mvúka se torna também um gesto de reconexão com o território, reunindo corpos, ritmos, saberes e experiências afroamazônidas, além de ser um convite para reocupar os espaços com arte, memória e negritude, entendendo que celebrar também é resistir e resistir também é festeja”, destacou Andressa Sousa, coordenadora do festival. Com uma equipe organizadora majoritariamente formada por pessoas negras e racializadas, e com forte protagonismo de mulheres, o festival também tensiona processos históricos de criminalização dessas formas de encontro. Práticas como o batuque, a festa e o ajuntamento, por muito tempo marginalizadas, são ressignificadas no festival. O Mvúka surge, como um movimento de retomada simbólica e política, afirmando que aquilo que já foi associado à desordem é, na verdade, expressão legítima de cultura, identidade e potência coletiva. As inscrições para as oficinas são gratuitas e podem ser feitas pelo link via formulário disponível AQUI. As vagas são limitadas, mas é possível fazer mais de uma oficina. Programação: Sábado (28) Oficina 1 – Dança de carimbó Horário: 15h às 16h Local: Ufopa - Campus Rondon (Av.Marechal Rondon s/n- Bairro Caranazal) - Sala H202 Ministrante: Alice Matos (Batuque Santareno) Oficina 2 – Samba de roda Horário: 16h às 17h Local: Ufopa - Campus Rondon (Av.Marechal Rondon s/n - bairro Caranazal) - Sala R1 Ministrante: Amanda Silvino Oficina 3 – Percussão para o carimbó Horário: 17h30 às 19h Local: Porão Centro Cultural (Rua 24 de Outubro,1330, bairro Aldeia) Ministrante: Amaury Gonçalves e Maurício Sousa (Batuque Santareno) Culminância das oficinas - Roda de Batuque Horário: 19h30 às 22h Local: Porão Centro Cultural (Rua 24 de Outubro,1330, Bairro Aldeia) Apresentação do coletivo Batuque Santareno Domingo (29) A programação segue no Quintal Sapucaia, na Av. São Sebastião, 1233, bairro Aldeia, das 11h30 às 18h, com Feira criativa e Gastronômica (parceria com kitanda preta) reunindo 10 empreendedoras locais com comidas, produtos autorais e economia criativa afro-amazônida, Além de apresentações culturais de samba, brega e outros ritmos amazônicos. Programação Cultural 13h - Sambatuque 16h - Caldo de Piranha 18h - Encerramento VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

FONTE: https://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2026/03/26/fim-de-semana-festival-mvuka-tapajos-celebra-a-cultura-afroamazonida-em-santarem.ghtml


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