Justiça avalia nova prisão de acusado de matar artista plástico depois de tornozeleira eletrônica perder o sinal
13/08/2026
(Foto: Reprodução) Sandro Corrêa de Carvalho é considerado foragido da Justiça
Divulgação
A Justiça de Santarém analisa se vai decretar uma nova prisão contra Sandro Corrêa de Carvalho, acusado da morte do artista plástico Manoel Apolinário Oliveira de Sousa. A medida é avaliada depois que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) comunicou que a tornozeleira eletrônica dele perdeu o sinal.
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Sandro responde ao processo em liberdade desde o dia 17 de abril deste ano, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O monitoramento por tornozeleira era uma das condições impostas para que ele continuasse fora da prisão.
Ao g1 Santarém, o juiz Gabriel Veloso de Araújo, titular da 3ª Vara Criminal de Santarém, informou que recebeu o comunicado da Seap na manhã de quarta-feira (12) e enviou o caso para o Ministério Público (MP). O magistrado aguarda a manifestação do MP nos próximos dias antes de decidir se expede um novo mandado de prisão.
Além do uso do equipamento eletrônico, a decisão do STF que soltou Sandro determinou outras restrições obrigatórias:
Recolhimento em casa durante a noite e nos dias de folga;
Proibição de frequentar bares, festas e eventos parecidos;
Proibição de ter contato com testemunhas ou parentes do artista morto;
Proibição de sair de Santarém sem autorização judicial.
A perda de sinal da tornozeleira agora será investigada para saber se houve descumprimento intencional dessas regras.
Sandro passou mais de quatro anos foragido e teve o nome incluído na lista da difusão vermelha da Interpol. Ele foi localizado e preso em 9 de janeiro de 2025, em Barueri, na Grande São Paulo, em uma operação conjunta das polícias do Pará e de São Paulo.
O crime ocorreu em dezembro de 2020. Segundo a denúncia do Ministério Público, Sandro atirou contra o artista plástico Manoel Apolinário depois de uma discussão em um hotel no bairro Liberdade, em Santarém.
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O artista foi socorrido e passou por cirurgias, mas morreu no dia 1º de dezembro daquele ano. Sandro responde por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa de Manoel.