Justiça determina transferência de professora que espera internada em UTI por atendimento especializado no sudeste do Pará
31/07/2026
(Foto: Reprodução) Justiça manda Estado transferir professora internada em estado grave em Paragominas
Reprodução
A Justiça determinou que o Governo do Pará providencie em até 48 horas a transferência hospitalar de uma professora internada em estado grave em Paragominas, no sudeste do estado.
Segundo a família, ela está há duas semanas em uma UTI com quadro inflamatório renal e choque séptico, precisando de atendimento especializado em urologia.
Apesar da determinação judicial e de multa em caso de descumprimento, até a última atualização desta reportagem, a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) não informou data para a transferência (veja mais abaixo).
Professora em estado grave
A paciente é a professora Daianna Ribeiro, que atua na educação pública municipal de Paragominas. Ela está internada na UTI do Hospital Regional Público do Leste do Pará (HRPL) desde 17 de julho de 2026.
Segundo as informações médicas e da família, Daianna está em estado grave, com sepse de foco urinário e renal, usando noradrenalina, além de abscesso renal e perinéfrico. Ainda de acordo com a família, o Hospital Regional do Leste não tem a especialidade nem o tratamento necessário.
Por isso, é necessária a transferência dela para uma UTI em hospital com atendimento especializado, como o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, em Belém, que possui atendimento em urologia e nefrologia.
Sem conseguir a transferência, a família recorreu à Justiça por meio da Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE) e o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA).
Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp
Agora no g1
Na quinta-feira (30), a Justiça determinou a transferência imediata da professora no prazo de 48 horas.
A decisão também fixou multa diária de R$ 500 em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 10 mil.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) informou que a paciente está cadastrada no Sistema Estadual de Regulação e é acompanhada pela equipe de regulação estadual para viabilização de leito. No entanto, a Sespa não informou prazo para a transferência.
"Diante da gravidade do quadro clínico, a demora na transferência aumenta significativamente o risco de agravamento do estado de saúde e de morte, comprometendo o direito fundamental à saúde e à vida", reforçou o DPE no pedido à Justiça.
VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará
Leia mais notícias do estado no g1 Pará