Pesquisadores analisam urnas funerárias e peças históricas achadas em Curuá, no Pará
11/08/2026
(Foto: Reprodução) Material foi guardado e deve ser analisado pelo Iphan
Reprodução
Uma equipe formada por pesquisadores e estudantes esteve em Curuá, no oeste do Pará, para realizar uma análise inicial de urnas funerárias, vasos de cerâmica, fragmentos de ossos e outros objetos encontrados durante a escavação de uma fossa no quintal de uma residência no município.
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A equipe foi conduzida pelo professor Marconi, arqueólogo da Universidade de São Paulo (USP), e formada por três acadêmicas dos cursos de História e Arqueologia da instituição e um estudante de mestrado da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).
Os pesquisadores estiveram em Curuá na quinta-feira (6) e foram recebidos pelo professor doutor João Aluízio Piranha Dias e pela professora mestra Ana Diane Vinhote de Almeida, na Escola Estadual Soraya Marques Chayb. No local estavam armazenados os primeiros objetos encontrados na residência de Edvaldo Bezerra, conhecido como Valdinho.
A equipe saiu de Óbidos e seguiu por via terrestre até Curuá. Antes do início dos trabalhos, os pesquisadores participaram de uma conversa com os professores que acompanham a descoberta e, em seguida, começaram a análise dos objetos, que estavam armazenados em um espaço reservado.
Durante a manhã, os pesquisadores fizeram a separação e as primeiras identificações das peças. O objetivo é reunir informações que possam ajudar a compreender a origem, o período histórico e a importância cultural dos materiais.
Urnas funerárias, ossos e outros artefatos são encontrados no Pará
Novos objetos são encontrados
Equipe de pesquisadores esteve no local
Foto: João Aluízio Piranha Dias
Após o trabalho realizado na escola, a equipe foi até a residência onde os primeiros artefatos foram encontrados. No local, os pesquisadores analisaram o ambiente e fizeram uma nova busca.
De acordo com os responsáveis pelo acompanhamento da pesquisa, outras peças foram encontradas durante a visita. Os objetos também foram separados e armazenados para futuras análises.
A equipe foi acompanhada por Marlisson, neto de Edvaldo Bezerra, que atua como interlocutor da família durante o processo de investigação.
A análise ainda é preliminar e não permite afirmar, neste momento, a idade exata ou a origem dos objetos. As informações deverão ser aprofundadas a partir de estudos arqueológicos e históricos.
Iphan deve vistoriar material em outubro
Mais artefatos foram encontrados
Foto: João Aluízio Piranha Dias
Segundo o professor Marconi, técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) devem ir a Curuá em outubro para realizar uma nova avaliação dos materiais.
A expectativa é que os objetos sejam analisados e catalogados pelo órgão, contribuindo para a identificação e preservação do patrimônio arqueológico encontrado no município.
Para os pesquisadores, a descoberta também pode abrir caminho para novos estudos sobre a ocupação humana na região e contribuir para que Curuá se torne um ponto de referência para pesquisas arqueológicas, históricas e culturais na Amazônia.
A descoberta inicial ocorreu durante a escavação de uma fossa sanitária na residência de Edvaldo Bezerra. Entre os materiais encontrados estão urnas funerárias, vasos de cerâmica, fragmentos de ossos e outras peças.
Os objetos foram retirados com cuidado e encaminhados inicialmente para a Escola Estadual Soraya Marques Chayb, onde ficaram armazenados de forma provisória até a realização da primeira análise especializada.